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Híbridos! Porquê cria-los?

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Híbridos! Porquê cria-los?

Mensagem  Tiago Neves em Qua Jun 06, 2012 12:45 pm

Falar de híbridos é falar de um tema controverso dentro da ornitofilia, para alguns algo condenável, para outros algo de louvável.

Há alguns anos dei por mim a questionar-me o porquê desta prática, que aos meus olhos me parecia algo sem sentido, mas que no entanto a muitos outros “criadores” lhes parecia algo lógico; pesquisei bastante, falei com diversos colegas, ponderei os prós e os contras, e no final cheguei à minha própria conclusão: criar híbridos é um crime! A palavra “crime” pode parecer à primeira vista algo exagerada, mas nada mais próximo da verdade, criar híbridos é um crime contra o património genético das espécies e contra a biodiversidade, é uma vergonha para a ornitofilia e em particular para os criadores…

Esta prática ocorre por diversos motivos: desconhecimento, culturais, comerciais e desportivos…

Desconhecimento: Possivelmente o motivo de hibridação mais frequente, bastante comum entre os iniciantes na ornitofilia e leigos em geral, no entanto não deixa de ser algo condenável, pois nos dias que correm só não encontra informação sobre o tema, quem não procura!!!

Culturais: Em Portugal é tradição a posse de híbridos de Serinus canaria x Carduelis carduelis, estes híbridos são obtidos não com fim reprodutivo (até porque não são férteis) mas sim como ave de canto, no entanto há relatos do aparecimento em Itália de híbridos férteis deste género.

Comercial: A transmutação apesar de ser prática pouco comum no nosso país é algo relativamente comum em países como Bélgica e Holanda; esta prática em linhas gerais e não aprofundando o tema, consiste na passagem de determinada mutação de uma espécie para outra, cruzando-as entre si ao longo de várias gerações até se chegar à ave visualmente “pura” com a mutação pretendida. Esta prática levanta várias questões éticas, uma vez que até ser fixada a mutação transmutada na espécie alvo, com todas as cateréticas fisionómicas (Fenótipo) da mesma, dezenas de aves “intermédias” são criadas, e aqui levanta-se um grande problema, o que fazer a estas aves? Bem, há dois caminhos pelos quais se pode optar, ou se elimina (ABATE) estas dezenas/ centenas de aves, ou se vende e se inunda o mercado com aves hibridas, que por norma são exportadas para países como Portugal.
Quanto a mim qualquer uma das opções é condenável, se por um lado não consigo concordar com o genocídio de aves por outro também não consigo aceitar que o mercado seja inundado de híbridos; na minha opinião a transmutação não devia ser praticada e devia mesmo ser repudiada por toda a comunidade ornitófila.
Se é verdade que a transmutação quando bem-feita produz aves de fenótipo idênticas à espécie alvo, verdade o é também que o genótipo nunca voltará a ser o de uma ave pura, ou seja, por mais que visualmente se assemelhe à espécie pretendida nunca o será verdadeiramente.
As mutações mais tarde ou mais cedo acabam por surgir espontaneamente nas diferentes espécies, o Homem é que não sabe nem quer esperar, e procurando o lucro fácil e o populismo comete crimes contra a biodiversidade, é assim nas aves e num sem fim de outros temas.

Desportivos: Há alguns anos quando comecei a levar a criação de aves mais a sério e consequentemente a interessar-me pela vertente de exposição, deparo-me com a secção H, secção esta inteiramente direccionada para aves hibridas, para além do choque inicial, confesso que tal classe me deixou algo confuso.
Então andamos por um lado a condenar tudo o que é híbridos, a penalizar em exposição qualquer sinal de hibridação, qualquer característica que fuja ao Standard e por outro criamos uma secção de classes onde é possível expor híbridos claros, serem julgados e até serem PREMIADOS… Parece-me pouco logico e até de certa forma hipócrita a existência desta secção.

Foi com igual estranheza que vi uma determinada publicação que se diz “O melhor da ornitologia”, se referir aos Híbridos como sendo a “supremacia da ornitologia”, esta exclamação não me chocou, pois sei que no seio desta instituição existe praticantes de hibridação, o que me choca é servirem-se dos seus cargos na instituição para darem relevo e destaque a esta prática…
Alguns dirão que na Natureza ocorre por vezes casos de hibridação! A esta exclamação respondo com uma frase de um amigo e na qual me revejo…

“À natureza tudo deve ser permitido, a nós não!!!!!!”




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Re: Híbridos! Porquê cria-los?

Mensagem  Rosibird em Seg Jun 11, 2012 4:38 pm

Boas.
Este tema é e sempre será controverso, eu prefiro criar as especies como elas são, e as mutações que são interessantes pela sua beleza e diferença, tambem acho que são mais interessantes quando apareçem por elas do que apressar o processo atravez das transmutações, e tendo em conta que esse processo seja feito mesmo por pessoas entendidas causa um impacto mau e negativo na pureza das especies, para sempre......
Em relação aos dois tipos de Hibridagem, o que produz aves estereis (normalmente, ou quase sempre, pois existem relatos de alguns casos de fertilidade em certas especies mais aparentadas) este é menos mau pois essas aves não passam para outro estagio e evitam assim a parte má da degradação do patrimonio gentico dessas especies.
A parte pior para mim (e falo do que conheço mais de perto por criar essas Especies), são os Hibridos de especies muito aparentadas com o mesmo numero de cromossomas e que permitem que essas aves se reproduzam e deiam Hibridos das duas especies cruzadas, e estes se mantenham sexualmente capazes de se reproduzir no futuro, e aqui temos o danificar do patrimonio genetico basico da Especie o que é diferente para pior, muito pior, senão vejam a desgraça que estão algumas especies de Agapornis por causa disso, quer seja de pela sua criação de forma descuidada, propositada ou por desconhecimento.
Mas tambem poderam argumentar quem é a favôr da Hibridação, mas e por exemplo os Canarios (a ave mais criada em cativeiro para Exposições), nada tem a vêr com os seus descendentes Selvagens??!!! atingindo mesmo formas bizarras, em plumagem, postura, côr, etc, etc, mesmo a maior parte das aves que se criam em cativeiro não chegando a essas formas por vezes tão distintas, sofrem alterações (maiores ou menores), por exemplo os Periquitos Ingleses, os Mandarins de Exposição (vulgo gigantes), os proprios Roseicollis Longfeather (Standard), e outros mais, por exemplo um Verdelhão de cativeiro tem muito mais porte que um Selvagem e muitos outras centenas de exemplos que se poderiam dar, a diferença para mim nestes ultimos exemplos que dei é que deixando de selecionar as aves (e mesmo esse trabalho de selecção tem de ser continuo e e muito dificil para se mantêr esses Standards), e digo isto porque as aves tem tendência em regredir á forma Ancestral logo que se pare essa selecção e mesmo enquanto se faz a selecção o gene ancestral esta a sempre a puxar para trás, e no meu vêr porquê, porque apenas se tenta intensificar questões do porte, plumagem, intensidades das côres, etc, mas o patrimonio genetico base ancestral esta lá, enquanto que os Hibridos perdem essa identidade ao ser-lhe introduzido outros genes que depois mesmo não sendo muitas vezes claramente visiveis, andam por lá e mais tarde ou mais cedo mostram-se.
Mas e na verdade um tema complexo e não é simples de tomar uma decisão como 100% certa ou verdadeira, quem gosta de trabalhar os Hibridos (e falo dos Hibridos estéreis), penso que o faz pela dificuldade e pela diferença do que se consegue, mas isso só alguem que o faz e gosta poderá dar a sua opinião mais avalizada e documentada na sua experiência e ideias.

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Cumprimentos.
Luis Grencho / Rosibird / Criadôr Agapornis - STAM BZ81
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